10/09/2012

Minha homenagem     11 DE SETEMBRO
DIA DO CERRADO

Vista do lago formado pelo Ribeirão João Leite

O cerrado é magnífico. Belo, encantador e rico em biodiversidade. Sofreu mais preconceito no passado mas vai se superando com adaptações de sua vegetação desenvolvidas durante milhões de anos. Fósseis de frutos do cerrado foram descobertos recentemente em Catalão durante exploração de fosfato e datações frisam que o cerrado existe há pelo menos 60 milhões de anos. Ao mesmo tempo que se descobre a importância dessa savana ou desses 11 tipos de vegetações sabemos que quase a metade da cobertura vegetal original já foi perdida. E aqui é que nascem as águas que correm para a metade das bacias hidrográficas brasileiras e 97% do território de Goiás está dentro dos limites traçados pelo cerrado. Somos povos que dependem do cerrado que sofre com o desmatamento de 14 mil quilômetros quadrados todos os anos. No dia do Cerrado, minha homenagem com mais de 20 anos em fotos e divulgação dos potenciais da nossa região
1997 e 2011- Vista da Chapada dos Veadeiros na região do Jardim de Maytrea. Um dos mais belos cartões postais do cerrado
2010 - Por-do-sol visto no Rio Araguaia a partir de Aruanã, em Goiás. Do outro lado do rio é o Estado do Mato Grosso e terras dos índios Carajá
As estradas de terra cortaram o cerrado nas primeiras décadas do século passado trazendo o progresso mas também o desmatamento de extensas áreas com diferentes formações - intensificada nas décadas de 70 e 80. Com o desmatamento ocorreu a perda de muitas espécies sem nem mesmo serem identificadas, estudadas, utilizadas no seu potencial medicinal, florístico...
2011 - Uma bela espécie do cerrado sem suas folhas pouco tempo depois de uma queimada. O cerrado possui uma grande capacidade de recomposição após uma queimada. O fogo faz parte do cerrado há milhares ou milhões de anos e a grande parte da vegetação foi se adaptando
2009 - Mas o fogo também destroi porque mesmo espécies de grande porte possuindo adaptações como cascas grossas, folhas grossas, raízes profundas, muitas sementes podem estar na época da estiagem depositadas no solo aguardando as chuvas. O fogo elimina essas sementes que dariam vida no futuro a novas árvores
2011 - Nas trilhas da Chapada dos Veadeiros. Um dos locais mais marcantes do Cerrado que já visitei algumas vezes. Vou fazer uma postagem especial sobre O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros em breve, mostrar mais detalhes. Em algumas trilhas pisamos em cristais, podemos ver plantas carnívoras, espécies inúmeras e muitas ainda pouco conhecidas, pouco estudadas
1994 - Doutor em Ecologia Divino Brandão e o Doutor em Botânica Heleno Dias Ferreira da Universidade Federal de Goiás. Foi com eles que preparamos a revista Cerrado - O que você precisa saber para preservá-lo, em 1993. Com essa revista recebemos prêmios que detalho abaixo. Esta foto é de 1994 quando retornamos ao Parque Nacional das Emas para realizar mais fotos e imagens para a continuidade do trabalho. Divulgamos a revista em várias partes do Brasil e foi enviada inclusive para outros países via correio quando não havia as facilidades de divulgação que permitem a internet atualmente.  
Há 17 anos mais de 8 mil exemplares da Revista Cerrado foram espalhados pelo mundo alertando da importância de preservação da vegetação e fauna do cerrado. Baixe a revista neste link



2008 - Um momento de reflexão em cima da Serra Dourada entre os municípios de Mossâmedes e Goiás. Uma vista maravilhosa do cerrado com rios serpenteando o solo com suas protetoras matas ciliares ou de galerias. Neste local há uma rampa para saltos ou vôos de esportes radicais
2011 - Registro de grandes cânios na Chapada dos Veadeiros. Milhões ou até bilhões de anos em pedras esculpidas durante todo esse tempo. O local fica dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros com belíssimas cachoeiras
Parque Estadual da Serra de Caldas Novas. Visto a partir de um mirante. Grandes paredões e canions que nem todos os turistas vêem porque ficam em uma parte do parque pouca visitada. Neste local é que vemos o cerrado de campo rupestre, de altitude, com suas espécies muitas vezes endêmicas. A serra de Caldas Novas pode ser considerada como uma "grande esponja que absolve a água das chuvas que vão muitos anos depois serem utilizadas como águas termais. Essa história está bem detalhada com materia especial que fiz com o geólogo Fábio Haesbart - Cavernas de águas termais, postada neste link
1988 - Ninho de emas no Parque Nacional das Emas. A foto é da década de 80 e é interessante observar que várias fêmeas botam os ovos para um único macho chocar. Ao ficar chocando os ovos o macho vai comendo a vegetação próxima do ninho e assim acaba fazendo uma espécie de aceiro. Muitas vezes quando o parque sofre uma queimada de menor impacto ninhos de emas podem não ser tão prejudicados por causa desse aceiro
Candobá no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Essa espécie é interessante e se diferencia das canelas de ema porque tem um tipo de óleo entre as folhas - o que pode acelerar mais ainda as queimadas no cerrado. Observei muitas plantas dessas todas queimadas após a passagem do fogo e dias depois já começando a brotar. Mas se o fogo for muito intenso e demorado...
Meus amiguinhos da Aldeia Ariká, índios karajá, em Aruanã. Alguns vieram da Ilha do Bananal e outros moram mesmo em Aruanã, na Aldeia que fica ao lado da cidade. Fomos a aldeia desenvolver o trabalho de educação ambiental durante a temporada de praia do Rio Araguaia em julho de 2009
1992 - Cerrado de Pirenópolis, bem antes da estruturação do Parque Estadual dos Pireneus, no início da década de 90. Belíssimos chuveirinhos paepalanthus entre imensas rochas em cima da Serra dos Pireneus. Aulas de Cerrado com professores da Universidade Federal de Goiás. Neste dia com a turma do professor biólogo Rogério César. Muito interessante ver o pau papel de perto, espécies de cactos adaptadas ao cerrado de altitude, árvores típicas da região e muitas cachoeiras
2009 - Estalactite em caverna no Parque Estadual de Terra Ronca. A foto é da caverna São Bernardo. Uma publicação no blog detalho melhor essa viagem com a equipe de educação ambiental da Semarh. Veja neste link
1994 - Ilha de edição do Estúdio de TV da Universidade Federal de Goiás. Edição em Super V de filmagens realizadas no Parque Nacional das Emas, cerca de 540 quilômetros de Goiânia. Ao lado o amigo Sidney Dutra, parceiro na época na divulgação das potencialidade do cerrado. Veja o vídeo de 1994 neste link
2011 - Fim de tarde no Jardim de Maytrea da Chapada dos Veadeiros. Várias formações em um mesmo local: campos úmidos, matas de galerias, campos rupestres, campos limpos - o cerrado nas suas variadas formas. Estavamos seguindo para o povoado de São Jorge que fica bem perto da entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
1992 - Local onde seria criado o Parque Estadual de Paraúna. Estive lá duas vezes e nessa primeira vez fui com professores dos cursos de biologia e agronomia da Universidade Federal de Goiás. Extensa área de cerrado preservado que envolve todo o horizonte - lindo, lindo, lindo. Na segunda vez que estive no local quando percorríamos trilhas no cerrado acabamos passando perto de uma onça. Éramos três e não consegui fotografá-la porque quem estava na frente na trilha já voltou bem assustado. Ficaram várias pegadas e arranhados no chão e a onça entrou no mato. Ficamos sabendo depois que muitas onças vivem no local principalmente porque foram soltas por órgãos de meio ambiente na área após serem capturadas em outros locais do Estado de Goiás ou estarem ameaçadas em outras regiões.
1989 - Morro do Mendanha sofrendo desmatamento. Na foto e ao fundo estão casas de bairros como Cidade Jardim, direção das avenidas Castelo Branco e Anhanguera. Antes fazendas e hoje neste local existe um condomínio horizontal fechado
2011 - Subindo a Serras do Engenho Velho no Muquém pelas trilhas que pagadores de promessa fizeram ao longo de décadas. Lá em baixo está a igreja do Muquém e local da festa que é realizada todos os anos no mês de agosto. Há partes da subida dessa serra que é preciso escalar e segurar em cordas. Não é fácil mas uma experiência marcante e uma vista maravilhosa de dezenas de quilômetros. Veja neste link
2010 - Rio Araguaia em um local que o rio fica tão estreito que dá para fazer a canoa de ponte. Cerca de quaro metros de largura mas mais de 50 metros de profundidade. O rio passa em cima da serra entre canios. Não é fácil navegar no local e o barqueiro Gilson foi quem nos conduziu. Mesmo com muita experiência e nascido na região ele conta que já foi surpreendido pelas corredeiras e a canoa tombou uma vez. Esta publicação ainda não fiz e faço em breve. Fomos ao local desenvolver o trabalho de educação ambiental da Semarh
1992 - Chuveirinho do cerrado de Pirenópolis, cerca de 150 quilômetros de Goiânia, em cima da Serra dos Pireneus
2005 - Caatinga da Bahia em municípios próximos da divisa com Goiás. Muito interessante ver de perto as características da caatinga com muitos espinhos, poucas folhas e compará-las com as espécies do cerrado
2011 - Registrando o Jardim de Maytrea da Chapada dos Veadeiros. Este local fica entre as cidades de Alto Paraíso e o povoado de São Jorge, quando seguimos pela estrada ainda em trecho asfaltado. Parada obrigatória para belas fotos
Águas de cachoeira dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. No local é permitido o banho e é uma das melhores partes do passeio. Mas a caminhada para chegar a este local não é fácil. Trilhas por cerca de cinco ou mais quilômetros a partir da entrada do parque próximo do Povoado de São Jorge. Mas vale a pena.
Professor Divino Bradão da Universidade Federal de Goiás no início da década de 90 no Parque Nacional das Emas. Ele desenvolveu trabalho sobre os cupins. Sua entrevista com detalhes publiquei na revista Cerrado. Veja neste link
1994 - Carobinha no Parque Nacional das Emas. A cada viagem ao cerrado fui conhecendo as esécies medicinais que já eram conhecidas pelos conhecidos "raizeiros" há várias décadas. Mas pouco estudadas e assim iam dando espaço as imensas lavouras de monocultura de exportação inicialmente no sudoeste do Estado. Interessante ver que foram os municípios que primeiro desmataram os cerrados para cultivo de soja é que hoje mais buscam recompor o cerrado e criar leis para preservá-lo - descobriram um pouco tarde a importância da preservação depois que viram muitas nascentes secarem dentro de suas propriedades. Terra sem água não tem o mesmo valor... Sem falar na grande quantidade de erosões, empobrecimento dos solos...
1995 - Recebendo prêmios em Londrina, no Paraná. Na foto professoras do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Goiás. A de preto é a Maria Beatriz, professora de Jornalismo. Ao lado o Sidney Dutra e Denise Daudt
Bacupari. Tive a oportunidade de experimentar o fruto no cerrado de Pirenópolis
1992 - O doutor em botânica professor Heleno Divas que percorria na década de 90 o cerrado com seus alunos da universidade divulgando o potencial medicinal, florístico da região. Foram com as aulas de campo do professor que percebi melhor a importância de desenvolver um trabalho de divulgação em prol da preservação dos biomas
Bacupari por dentro




Dados publicados pelo Ministério do Meio Ambiente:

        Cerrado
  • Possui clima tropical sazonal, com duas estações bem definidas – uma seca e outra chuvosa
  • Detém 5% da biodiversidade do planeta
  • É a savana mais rica do mundo
  • É a maior região de savana tropical da América do Sul
  • É o segundo bioma brasileiro em extensão
  • Ocupa 24% do território brasileiro
  • Compõe 100% da área do Distrito Federal e 97% de Goiás
  • Abriga 11 tipos distintos de vegetação
  • São 12.356 espécies de plantas herbáceas, arbóreas, arbustivas e cipós
  • A flora vascular nativa compõe um catálogo com 11.627 espécies
  • A fauna é extremamente rica, somando 320 mil espécies de animais na região
  • Cerca de 90 mil espécies de insetos povoam o bioma
  • Possui 181 áreas protegidas
  • Das 12 regiões hidrográficas brasileiras, metade tem nascente no bioma
  • Responde por mais de 70% da vazão gerada nas bacias hidrográficas do Araguaia/Tocantins, do São Francisco e do Paraná/Paraguai
  • Há 12 mil anos o cerrado recebeu seus primeiros habitantes
  • Foi colonizado pelos portugueses no século XVI 
  •  Fonte
Professor José Hidasi em seu Museu na Avenida Pará, em Campinas. Conheci o professor quando eu tinha apenas uns oito ou nove anos. Ví várias vezes ele em seu ônibus adaptado para museu ambulante com várias espécies de animais vivos e empalhados percorrendo feiras e eventos em Goiás. Estava em todos os lugares e eu sempre queria ver seu museu. Nunca cansei de ver os animais empalhados. Conto essa história com mais detalhes em publicação neste link
Uma das dezenas de cachoeiras que desaguam no Rio Araguaia quando o rio percorre terras em Goiás. Fica no município de Baliza



     Ameaças ao Cerrado:
  • É um dos biomas brasileiros mais ameaçados
  • Já perdeu quase metade de sua cobertura vegetal original
  • Todo ano são desmatados mais de 14 mil km2 de área
  • Queimadas e incêndios florestais têm relação direta com o desmatamento
  • 132 espécies da flora estão ameaçadas de extinção
  • A degradação da vegetação remanescente ameaça a qualidade dos recursos hídricos
  • Dados recentes mostram que já foram desmatados um total de 975,7 mil km2, quase metade da área total do bioma
  • Mato Grosso é o estado que mais desmatou, somando quase 359 mil km2
  • O município campeão em desmatamento é Formosa do Rio Preto, na Bahia, com 16.186 km2
  • Fonte
Águas bem claras que vão se juntar as águas do Rio Araguaia que divide os Estados de Goiás e Mato Grosso. Detalhe na foto com as areias que formam belíssimas praias na época de estiagem das chuvas, principalmente a partir de julho e até o início das chuvas em setembro ou outubro
1993 - Parque Nacional das Emas com suas mais diversas formações de cerrado. Coqueirinhos e espécies de baixa altura e ao fundo matas ciliares nas margens de um rio: refúgio e local onde animais vivem e alimentam-se
Pinturas rupestres na área do Parque Estadual de Terra Ronca. Neste local fazendas foram desapropriadas para serem integradas as áreas do parque. Mas essas pinturas devem ter sido feitas há muito mais tempo e talvez pelo homem pré-histórico que habitou nossa região
O cerrado é considerado "berço das águas" não é por acaso. As águas que caem com as chuvas no Planalto Central do Brasil correm para várias bacias hidrográficas. Temos o privilégio de desfrutar de rios que nascem aqui e vão até para outros países. Ao mesmo tempo responsabilidade por preservar um bem tão importante para todos como é a água. E no cerrado é assim - não dá para só observar as formações vegetais e animais que ainda existem. É preciso tomar um refrescante banho de cachoeira ou rio
1993 - Professor Heleno Dias durante a primeira viagem ao Parque Nacional das Emas. Detalhe da Toyota que viajamos pelo parque. Fiz a foto com câmera fotográfica que utilizavámos no curso de jornalismo da UFG. Mas uma das câmeras aprentou problema e a foto ficou com coloração diferente em um dos lados. Muitas fotos foram perdidas. Naquela época utilizava-se filmes que precisavam ser revelados para ver as fotos. Então tínhamos número limitados de filmes e só depois vimos o resultado. Bem diferente dos tempos atuais com as câmeras digitais que possibilitam fazer número ilimitados de fotos e ver no mesmo momento. Mas a emoção era grande justamente por isso. Não se viam as fotos no momento e por isso tinha de acertar no enquadramento, no foco, na luz. Não havia acesso fácil ao photoshop para corrigir as fotos. Lembro que na universidade ainda utilizávamos máquinas de escrever nas redações. Os computadores estavam sendo instalados mas não eram para todos os estudantes - ainda raridades
Sofre do rim quem quer - espécie medicinal no Parque Nacional das emas. Por muitos anos essa foto ficou guardada em álbuns que preservo. Nunca a publiquei. Nas revistas impressas em papel possivelmente não seria pulicada. Mas agora com a internet que não exige papel, tinta, não se cobra economia de espaço inúmeras fotos podem ser publicadas. Assim vamos relembrando a história do cerrado e sabendo que há várias décadas já havia conhecimento da importância dos biomas mesmo que não fosse amplamente divulgada essa importância. Enquanto ocorria a expansão agrícola nas décadas de 70 e 80 sem muita pesquisa para preservação de espécies típicas da região registrávamos o potencial medicinal que a cada dia estava mais ameaçado
1992 - Cactus em cima da Serra dos Pireneus durante aula de campo sobre o Cerrado
1994 - Marmelada no cerrado próximo do Campus II da Universidade Federal de Goiás. Neste local foi construído um loteamento e a vegetação nativa removida
1995 - Rio Formoso que corta o Parque Nacional das Emas. Na foto local já fora do parque em que o rio percorre fazendas do município de Chapadão do Céu. No passeio de barco conhecemos locais que foram inundados com a formação de pequenas represas e avistamos muitas aves como araras canindé
1995 - Para divulgar a revista Cerrado fomos ao Rio de Janeiro e nada como conhecer a Usina Nuclear de Angra dos Reis, os locais onde o lixo nuclear é guardado e até percorrer locais internos da usina e salas de comando
2011 - Chapada dos Veadeiros: momento de fotos do Jardim de Maytrea. Sidney Dutra com a câmera no tripé
1994 - Pisar no Parque Nacional das Emas pela primeira vez foi muito emocionante. Neste momento paramos para ver jardins de margaridas e observar melhos os grandes cupinzeiros. Olha só o detalhe na foto com muita luz de um lado. Não era o reflexo do sol mas problema mesmo na câmera profissional do curso de jornalismo porém com defeito. Muitas fotos foram perdidas... afff. Tão distante de Goiânia, em local sem energia elétrica e equipamento dando problema? Mas isso também faz parte das viagens
2011 - Chapada dos Veadeiros e piscinas naturais tão atrativas para banho. Mas a água é bem fria, correndo entre as pedras.
Serra de Caldas Novas. Muito vento neste local e uma vista maravilhosa das várias formações de cerrado. Há vários mirantes desses. Mas normalmente os turistas não chegam a esse local porque as trilhas mais conhecidas são a da cachoeira Cascatinha e a trilha do Paredão, na entrada do parque. E vale a pena estar neste local que dá vista para áreas do parque e fora dele. Do lado esquerdo (fora da foto, só par ter uma referência) está o município de Rio Quente e mais a esquerda (fora da foto) o município de Marzagão.
Jardim de Maytrea na Chapada dos Veadeiros. Interessante é que não se observam veados no local. Porque esses animais não estão mais lá? Por que não se observam facilmente animais no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros como observei emas, tamanduás e até o lobo guará no Parque Nacional das Emas? Consegui até filmar o lobo gará no Parque Nacional das Emas que está no sudoeste do Estado de Goiás. Já o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está no norte do Estado de Goiás.
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Vegetação seca no mês de setembro e trilhas que levam a grandes cachoeiras
Comunidade quilombola de Vão de Almas. Prreparativos para a festa no mês de setembro. Estive no local em 2011
Em cima da Serra do Engenho Velho no Muquém. Naquela direção está Niquelândia e o lago de Serra da Mesa
Na comunidade quilombola de Vão de Almas um recém-nascido. No quarto a parteira, a mãe e outras mulheres que acompanharam. Por muitos anos a comunidade ficou isolada, só saindo do local em cima de mulas ou a pé depois de percorrer 70 quilômetros por cima de altas serras. Atualmente há estrada de terra que nem sempre está em boas condições. Mas eles reivindicam muitos benefícios que não possuem. Estive em 2011 no local com o trabalho de educação ambiental da Semarh que foi convidada pela Semira - órgão com trabalho direcionado a essas comunidades.
Cachoeira desaguando a partir de Goiás no Rio Araguaia. Do outro lado é Mato Grosso. Região com muitos canions e o rio não é muito largo mas é bem fundo
No Rio Araguaia em muitos locais formam-se ilhas e o rio muda seu curso com o deslocamento de muita areia no período das chuvas
Formações em cavernas. Esta está na caverna São Bernardo no Parque Estadual de Terra Ronca e parece com couve-flor
Isca apreendida pelo Ibama em Luiz Alves. Utilada para pegar tartaruga. Canoa com motor foi apreendidos também. Prejuízo de mais de 10 mil reais para quem pescou uma tartaruguinha? Realmente não vale a pena!
De colete fica fácil atravessar o rio. Muito bom. Fiz isso em Aruanã. Mas a foto foi em Luiz Alves
Momento de descanso em acampamento próximo a Itacaiu. Acampamentos estavam sendo cadastrados com trabalho da Semarh
Rio Formoso no Parque Nacional das Emas. Tirei essa foto em 1993 quando visitamos o parque com o professor Heleno Dias. Foram realizadas filmagens também do local que se tornaram um vídeo
Depois de percorrer vários acampamentos em Aruanã e voltando para a cidade. Trabalho da educação ambiental da Semarh
Nas margens a mata ciliar que ajuda a proteger o barranco, diminuir o assoreamento do rio. A temporada de praia no Rio Araguaia ocorre principalmente no mês de julho mas o rio é utilizado por turistas praticamente o ano todo e principalmente durante períodos de estiagem quando as águas abaixam. Já foi considerado como o mais piscoso do mundo
1995 - Em Londrina no Paraná. Foto publicada no jornal Folha de Londrina após recebermos prêmios Unesco e Expocom em Congresso de Comunicação - prêmio cátedra de comunicação para contribuição regional (Para o cerrado)
A publicação que ganhou prêmio Unesco e Prêmio Expocom em Congresso de Comunicação e foi indicada duas vezes para o vestibular da Universidade Federal de Goiás é disponibilizada finalmente na forma digital em um blog. Quando foi editada foram 8 mil exemplares em papel couchê, toda colorida. Mas na época não existia popularmente a internet e a era digital. Mesmo assim, a Revista Cerrado foi enviada para várias partes do mundo que tinham interesse de conhecer o nosso cerrado. Em viagens realizadas para preparar a edição os autores Wagner Oliveira e Sidney Dutra já observavam que o desmatamento no Estado de Goiás ia trazer graves consequências. Imensos desertos vermelhos puderam ser observados por exemplo em Rio Verde, Mineiros, Chapadão do Céu em terras aradas que estavam sendo preparadas para a monocultura da soja. Anos depois os fazendeiros tiveram a resposta da natureza com grandes erosões, nascentes secas e o cerrado pedindo socorro. Animais mortos nas estradas foram muitos e muitos. Até que eles começassem a dimunir e desaparecer de várias regiões. Leia a revista neste link
1993 - Aurora no Parque Nacional das Emas. Ouvindo canto de bandos de pássaros-pretos, muitas araras e outras aves de várias outras espécies acordamos para mais um dia no Parque Nacional das Emas. Não pude perder esse clique do sol nascendo no horizonte. Veja o vídeo de 1994 neste link
Uma das cachoeiras de Pirenópolis. Para chegar ao local é preciso subir a Serra dos Pireneus a partir de Pirenópolis e após uns 10 quilômetros entrar a esquerda. Outro trecho de estrada de terra descendo a serra e mais uma trilha de uns 1500 metros e chegamos lá. Vale a pena
Cidade de Goiás que já foi a capital do Estado de Goiás. Hoje preserva casas antigas, museus, costumes e suas ruas de pedra. Na região também há cachoeiras e ao fundo é possível ver uma parte da Serra Dourada.
1993 - Rio em Chapadão do Céu, próximo ao Parque Nacional das Emas. Local frequentado por turistas durante finais de semana ou feriados.
Casa da Ponte ou Casa de Cora Coralina com suas janelas verdes e o Rio Vermelho que vai desaguar no Rio Araguaia
2011 - Vereadores Anselmo Pereira e Mizair Lemes entregam certificado e medalha do Mérito Ecológico a Wagner Oliveira
Pedagoga e educadora ambiental Yuara Crescencio, superintendente Executiva da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) Jacqueline Vieira e o educador ambiental, jornalista de Educação Ambiental em Goiás Wagner Oliveira
Yuara Crescencio, vereador Mizair Lemes e Wagner Oliveira. "Seu trabalho é profissional. Acompanho e vejo que é um trabalho diferenciado. Na vida temos de ser persistentes", disse Mizair Lemes
Professor Doutor botânico Heleno Dias Ferreira (Universidade Federal de Goiás), Marleide Vieira da Mota e Wagner Oliveira
2008 - Casa na comunidade quilombola próximo ao Vão do Moleque. Um dos locais mais isolados que estive. Nem pensar em celular, não tinha comunicação por rádio, nem energia elétrica, nem água tratada. Mas é aí mesmo que se precisa de educação ambiental.
Cajuzinho nas serras de Cavalcante, terras dos calungas em Goiás. Tudo muito seco por perto mas incrivelmente os cajuzinhoes estavam muito doces e com suas folhas verdinhas. Adaptação das plantas do cerrado para viverem nessa região
Reinauguração de Museu no Zoológico de Goiânia que recebeu o nome de Museu de Zoologia Professor Hidasi - merecidíssimo pelo trabalho que o cientista desempenha no cerrado empalhando animais que muitas vezes não são nem mais vistos na natureza. Oportunidade de as novas gerações conhecerem esses animais pelo menos em museu
Remanescentes de Mata Atlântica em Goiás vão se regenerando com a desapropriação de terras para criação de parques. Mostra que existiu e ainda resistem partes da Mata Atlântica em Goiás. A área fica no município de Água Limpa
Mata Atlântica em Goiás e o Lago de Corumbá. As águas durante o período de intensas chuvas chegam lá em cima.
Para quem fica preocupado com a poluição de gás carbônico dos automóveis imagina se estivéssemos utilizando até hoje os carros de bois. Bois emitem também o metano muito mais poluente do que o gás carbônico. Mas essa cobertura foi da romaria a Trindade de carreiros de bois que vão de Damolândia, Inhumas e várias outras cidades percorrendo várias dias trechos de terra para chegar a Trindade. Acompanhei parte do percurso e foi muito emocionante. Veja mais neste link
Desde criança tenho admiração e respeito pelo trabalho do Professor José Hidasi. E assim fui conquistando espaço, realizando entrevistas, divulgando seu trabalho. E como ele sempre diz: "Que vão ficar para a posteridade"
Nossa que calor. Essa caverna fica no Parque Estadual de Terra Ronca e como sabemos, quando se entra dentro da terra a temperatura vai subindo. Não consegui entrar muito nessa caverna mas lá dentro é como se fosse uma sauna. Será quantos metros ela deve descer dentro do chão? Perto desse local avistamos pinturas rupestres
Raríssimo hoje esse tatu canastra estava exposto no museu do Professor Hidasi. Japoneses vieram ao Brasil para fazer documentário mostrando animais do cerrado raros. Não encontraram no meio ambiente tatu canastra para filmar. Tiveram de filmar o canastra no museu para mostrar no japão. Se não tivesse no museu então...
Tucano empalhado e preparado para exposição. Um dos trabalhos do professor José Hidasi
Seriema é uma das aves do cerrado com o canto mais belo. Na minha opinião deveria ser a ave símbolo do cerrado
A cada visita que fiz ao Professor Hidasi uma surpresa. Ele está sempre trabalhando, empalhando animais para museus
Anhuma é a ave símbolo de Goiás. Esta está no museu do professor José Hidasi. Na natureza só avistei uma nas margens do Rio Araguaia. Ela faz vôos curtos, é uma sentinela do cerrado
Ouvi muitas horas o professor José Hidasi contando sua vida. Parte dessa história já está contada aqui
Formações em cavernas calcárias em Terra Ronca. Arte da natureza moldada durante milhares ou milhões de anos com gotinhas de água que caem do teto das cavernas. Veja mais neste link
Muitos animais ficaram guardados por muitos anos antes de serem empalhados. Professor José Hidasi diz que guardou couros de onça por mais de 50 anos em álcool. Onças que foram mortas com a Marcha para o Oeste que passou por Barra do Garças e entrou no Mato Grosso. Mas esses detalhes não foram contados no filme Xingu. Nem naquela época haviam as leis ambientais de hoje. Muito menos havia a preocupação de hoje com preservação ambiental tanto de ambientalistas como de cientistas. Eram outros tempos...
Vi muitos e muitos animais do cerrado atropelados nas estradas. Esse tamanduá mirim estava entre Caldas Novas e Piracanjuba - local onde ainda se encontram animais mortos porque aindea existem áreas com cerrado. Mas onde todo o cerrado foi desmatado os animais também morreram ou migram para outras regiões. Esse tamanduá mirim foi empalhado pelo Professor José Hidasi
Gotinhas carregando calcário caem do teto da caverna e formam a chamada couve-flor.
Formação no Parque Estadual de Pireneus, em baixo do Pico de Pireneus que é um dos mais altos da região. Leia mais neste link
Essas formações são consideradas sinais de que o cerrado já esteve no fundo do mar há milhões de anos. Muito interessante neste local também é que há rochas imensas, pesadíssimas, reviradas. Algo que não foi feito pelo ser humano. Forças imensas moldaram o local. Talvez forças da água. Boas pesquisas poderiam detalhar melhor a história do cerrado do Parque Estadual de Pireneus que ocorreu há milhões ou bilhões de anos
Águas que correm na Serra dos Pireneus. O cerrado nascente de muitas bacias hidrográficas do Brasil
Para chegar em alguns locais é preciso passar por lugares bem estreitos entre rochas que estão ali há muitos e muitos anos. Mas vale a pena. Depois desse local há um mirante com belíssima vista de cerrado rupestre e do Morro do Cabeludo
Água termal e potável, diz a plaquinha. Em um dos hotéis em Caldas Novas. Leia mais neste link
A cidade vai invadindo o cerrado. Só fica preservado o cerrado que está dentro de parques de preservação ambiental. Mesmo assim muitas vezes eles são vítimas de queimadas criminosas. Um imenso banco genético ameaçado
Bem próximo daquela caverna que parecia uma sauna essas pinturas rupestres na rocha. Ninguém explica ao certo o que elas significam. Mas fica para a imaginação de cada um o que podem representar: animais abatidos, dias em um mesmo local? Mas essa é história do homem pré-histórico que viveu na região ocupada pelos cerrados
A vegetação seca nos meses de agosto e setembro é um grande risco para queimadas
E elas ocorrem. Muitas vezes são criminosas.
Quanto mais capim seco, mais o fogo consome árvores de maior porte. Nesse momento é que sementes, ninhos de aves, animais e várias espécies de plantas são eliminados. O fogo faz parte do cerrado há milhares de anos mas antes só ocorria com ação de raios que já precediam chuvas. Com a ação humana o fogo pode ser muito mais destruidor.
Muitas árvores de médio porte vão resistir. O capim também voltará. Neste caso, a queimada foi em uma região próxima de Alexânia e o fogo passou rápido, poucos minutos. Mas as sementes, os frutos, pequenos animais não resistem. Leia mais sofre queimadas no cerrado neste link
Xixá no cerrado com suas sementes, região próxima ao Rio Araguaia, município de Baliza
O belga Luc Vankrunkelsven que veio a Goiás várias vezes concedeu três entrevistas a Educação Ambiental em Goiás sobre o cerrado. Você confere aqui neste link
Pequi sem espinhos? É a aposta da Embrapa guardada em meio segredo. Já está na hora de ver esses frutos Embrapa. E as mudas? Será que o pequi com espinhos resistirá? Resistiu há milhões de anos no cerrado como mostram fósseis dessas plantas encontrados em Catalão. Pelo menos 60 milhões de anos como matéria publicada aqui em Educação Ambiental em Goiás. Veja neste link
Morro do Cabeludo ao fundo no Parque Estadual de Pireneus
A mangaba no pé. Fruto bem saboroso e cada vez mais escasso resiste em áreas de preservação ambiental
O cerrado rupestre do Parque de Pireneus entre rochas espalhadas em cima da Serra dos Pireneus e que contam história do cerrado de milhares ou milhões de anos
Olha que interessante essa formação. Vários pesquisadores de outros países já estiveram no local tentando entender como foram formadas. Foi formada de baixo para cima? Quando o local estava coberto por água? Dentro do mar? Dá para ver que uma rocha foi formada em cima da outra, possivelmente a de cima depois da que está em baixo. Mas essas não são informações científicas. Precisamos de mais pesquisas que esclareçam essa antiga e pouco conhecida história do cerrado
Luc Vankrunkelsven em 2012 após palestra na Universidade Federal de Goiás sempre alertando que perdemos cerrado muitas vezes para plantio de soja que vão para a Europa servir de ração para frangos e porcos. Leia mais neste link
Um buraco de tatu? Vou contar essa história porque não consegui registrar em fotos. Estávamos na estrada de terra quando avistamos uma família de corujas. Possivelmente os pais e vários filhotes já grandes. Rapidamente todos entraram no buraco. Há algumas penas no fundo do buraco. Fica o registro da boca do buraco. Mas elas estão lá dentro. rs
Águas de São João no Distrito do Município de Goiás, a 210 quilômetros de Goiânia. O local atrai pessoas principalmente por causa da água de nascentes com cheiro de enxofre que muitos afirmam ter conseguido curas de enfermidades depois de tomar o líquido ou banhos durante algum tempo. Vários depoimentos mostram pessoas afirmando que melhoram de gastrite, úcera, problema de estômago e pele. Veja mais no link
O sabor não muda muito mas o cheiro forte de enxofre é marcante e só esse fiozinho de água atrai multidões todos os anos e há mais de meio século para o Distrito de São João - em busca de cura
Fezes de lobo guará no cerrado. Detalhe nos meus dedos com pena de pequenas aves que fazem parte da alimentação do lobo
Sementes de lobeira e até partes do fruto não digeridos copletamente estão nas fezes do lobo. Assim o lobo é um importante dispersor de sementes no cerrado
Detalhe interessante é que as fezes não apresentavam intenso mal cheiro. Mas também o animal se alimenta principalmente de muitas frutas.
Instrumentos líticos de sitio pré histórico no Distrito Federal expostos no Museu Jesco von Puttkamer em Goiânia.
Morro dos Macacos em Iporá é considerado um antigo vulcão.
Mangaba no pé. Pude mostrar mangabas da Serra Dourada e de Pireneus. Veja mais sobre mangaba e bacupari neste link
Bird Land - Terra dos Pássaros no Rio Quente Resorts. No local é possível ter contato com aves belas como este tucano. Veja mais neste link
Pequi no pé mas depois de uma queimada o fruto ficou prejudicado. A safra é bem pequena e muitas árvores nem apresentaram frutos. A queimada ocorreu no perído de floração
Ferrovia Norte-Sul cortando Goiás. Este local fica próximo a GO-080 antes de Petrolina de Goiás. Mas o que significará as ferrovias para o cerrado? Desenvolvimento econômico com preservação ambiental? Ferrovias podem poluir menos do que centenas ou milhares de caminhões e carretas carregados de produtos para exportação. Mas para termos produtos para exportação oriundos da agricultura e pecuária precisamos ocupar mais ainda o cerrado. Um alerta fica então. Desenvolver mas não esquecer de preservar
Olha o pequi doente que sofreu queimada quando ainda estava em flor. Muitos frutos se perderam neste ano
O araticum que cada vez está mais raro no cerrado vendido nas ruas de Goiânia. Mas atualmente "importado" de outro estado brasileiro, Minas Gerais. Porque em Goiás é fruto quase extinto
Cada gomo uma semente. Mas nem sempre adianta plantar porque essas árvores foram se adaptando ao cerrado de algumas regiões e não se consegue plantar em outros locais. Além disso, precisa de polinizadores específicos. Mas cadê esses polinizadores? Adaptação durante milhares de anos que o homem interfere e colhe as consequências
Delicioso, saboroso mas um sabor marcante de fruto selvagem. Parece com uma ata gigante com seus gomos com sementes envolvidas pela parte carnosa. Veja mais neste link
Mas um mirante na Serra de Caldas Novas e uma belíssima vista por cima dos cerrados, inclusive de campos rupestres
Na Serra de Caldas Novas temos as canelas de Emas que mosto no foto. Já na Chapada dos Veadeiros é muito comum o candombá
As lavouras de soja que ocuparam grande parte das áreas ocupadas originalmente por cerrados nativos
Papagaio: como é bom admirar de perto a natureza, as aves
Boca da caverna Terra Ronca - cerca de 100 metros de altura. Veja mais neste link
Barbatimão no cerrado: medicinal sendo derrubada
Araras canindé vivem soltas no cerrado e visitam moradora de cidade em Cavalcante. Veja mais neste link

Valfrido Morbeck é produtor rural em Iporá e exemplo de que é possível recuperar o cerrado plantando nativas. Em sua propriedade ele tem centenas de árvores e mostra na foto uma delas: mangaba. Se cada produtor rural fizer o mesmo teremos sempre espécies nativas do cerrado preservadas
Guatambu do cerrado
interessante é a formação da semente que possui essa parte bem seca e leve que possibilita que a semente seja dispersada pelo vento, vá germinar bem longe da árvore mãe
O cerrado em flor. Depois da queimada, pouco mais de um mês e tudo rebrotando. A força da vida no cerrado mesmo com a passagem do fogo que nem sempre só é prejudicial
Cachoeira de Corumbá de Goiás. Lá em cima entre as pedras e a água e lá em baixo dentro e fora do rio muitos turistas que visitam a região cortada por trilhas ecológicas
Rochedo, Rio Meia Ponte que passou por Goiânia e nessa região segue para desaguar no Rio Paranaíba
Chapéu de couro: medicinal
Lobo atropelado na estrada entre Caldas Novas e Piracanjuba. Ví muitos animais atropelados nessa região. Outros locais com muitos animais atropelados também são em estradas que ligam Goiânia a Aruanã ou Cidade de Goiás e Aragarças. Um dia não haverá mais animais atropelados mas pode ser porque eles não vão mais existir. Interessante é que ao lado da estrada uma plantação de soja
Veículos passam em alta velocidade pelas estradas e os animais buscam comida em outras regiões com a vegetação nativa sendo retirada
Mais um papagaio. Que satisfação, fico embevecido de estar próximo da natureza
Museu do Professor José Hidasi
Margaridas que formam imensos jardins no Parque Nacional das Emas
Que interessante essas formações que formaram colunas. A gotinha de água com calcário caiu do teto da caverna e começou a formar a estalagmite no chão da caverna. Ao cair formou a estalactite no teto. Milhares de anos depois se encontraram e formaram as colunas. A fragilidade da natureza nas mãos dos homens que hoje entram nas cavernas. Detalhe: para chegar a esse local é preciso ir em meses de poucas ou nenhuma chuva porque é preciso atravessar rios com água até próximo da cintura
Depois de uma queimada o cerrado vai se regenerando, resurgindo das cinzas e colorindo de verde todo o horizonte. Isso ocorre há milhares, milhões de anos e esteve em equilíbrio por todo esse tempo até que o homem em busca do desenvolvimento e sem nem mesmo ter desenvolvido grandes pesquisas resolveu ocupar toda a região. Desenvolver sem preservar já está provado que não vale a pena, é prejuízo na certa para a vida animal, vegetal e humana. Por isso há mais de 20 anos mostro a importância de preservação do cerrado. Parabéns Cerrados que ainda resistem em Goiás e no Brasil.

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